"Se você manter a calma durante a realização do exame e ver as questões com atenção, conseguirá obter um excelente resultado."
O fragmento de texto instrucional acima apresenta desvios em relação à flexão dos verbos "manter" e "ver", conforme as regras da norma culta tradicional. As formas corretas que substituem os termos em destaque no modo Futuro do Substantivo são:
Texto I:
"Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria de quatro à sua procura."
Texto II:
"Se o homem soubesse o valor que tem a mulher, andaria de quatro à sua procura." (Interpretação Feminina)
Texto III:
"Se o homem soubesse o valor que tem, a mulher andaria de quatro à sua procura." (Interpretação Masculina)
A comparação entre os Textos II e III demonstra que a mudança na posição da vírgula altera completamente a estrutura sintática e o sentido do período. No Texto III, a presença da vírgula logo após o verbo "tem" faz com que o termo "a mulher" passe a exercer a função sintática de:
Campanha de trânsito: 'O motorista que corre do perigo foge da vida'."
A construção sintática do slogan acima gera um duplo sentido proposital (ambiguidade) focado na regência da expressão "corre do perigo". Dependendo da interpretação, o motorista pode estar fugindo do perigo ou indo rapidamente em direção a ele. Para evitar a ambiguidade e manter apenas o sentido de "ir rápido em direção ao perigo", a estrutura deveria ser alterada para:
"Cultivar um estilo de vida saudável é extremamente importante para evitar doenças crônicas. No entanto, a rotina exaustiva de trabalho e o consumo de alimentos ultraprocessados dificultam a manutenção desses hábitos pela maior parte da população brasileira."
No fragmento de texto, a expressão em destaque "No entanto" estabelece uma relação de sentido essencial para o encadeamento das ideias. Esse conector possui valor:
"O pavão é um arco-íris de plumas" (Rubem Braga).
Na frase de Rubem Braga, a transposição de significado baseia-se em uma relação de semelhança implícita entre o pavão e o arco-íris, sem o uso de conectivos comparativos (como a palavra "como"). Essa estrutura sintático-semântica constitui uma:
"Desculpem-me, mas a nossa língua portuguesa é uma das mais difíceis do mundo. Senão, vejamos: um rapaz dizia para a namorada que estava com uma dor de cabeça terrível. A moça, penalizada, sugeriu: 'Toma um analgésico'. Ele tomou, mas a dor continuou. No dia seguinte, ela perguntou: 'E a dor?'. E ele: 'Sumiu'. Ela, então, concluiu: 'Viu? O analgésico assistiu você!'. O rapaz, que era professor de português, corrigiu na hora: 'Não, meu bem. O analgésico me ajudou, quem me assistiu foi o médico, pois o verbo assistir no sentido de dar assistência é transitivo direto, mas na fala informal...'. A moça interrompeu: 'Olha, se a sua dor de cabeça voltou, o problema é seu!'."
No texto, a fala do namorado (professor de português) foca nas regras de regência do verbo "assistir" para explicar o sentido correto da palavra. Essa atitude de usar a língua para explicar a própria língua ou suas regras caracteriza predominantemente a:
Texto I
"É melhor ser alegre que ser triste A alegria é a melhor coisa que existe É assim como a luz no coração Mas pra fazer um samba com beleza É preciso um bocado de tristeza É preciso um bocado de tristeza Senão, não se faz um samba não..."
Texto II
O samba da bênção, de Vinicius de Moraes, apresenta uma marca da oralidade muito comum no português do Brasil, que é a supressão do "para" em favor do "pra" ("Mas pra fazer um samba com beleza"). Embora amplamente aceita no cotidiano e na música popular, a norma-padrão da língua recomenda o uso da forma plena em contextos formais.
Considerando o fenômeno da variação linguística retratado nos textos, o uso da forma "pra" no Texto I é um recurso que: