"Desculpem-me, mas a nossa língua portuguesa é uma das mais difíceis do mundo. Senão, vejamos: um rapaz dizia para a namorada que estava com uma dor de cabeça terrível. A moça, penalizada, sugeriu: 'Toma um analgésico'. Ele tomou, mas a dor continuou. No dia seguinte, ela perguntou: 'E a dor?'. E ele: 'Sumiu'. Ela, então, concluiu: 'Viu? O analgésico assistiu você!'. O rapaz, que era professor de português, corrigiu na hora: 'Não, meu bem. O analgésico me ajudou, quem me assistiu foi o médico, pois o verbo assistir no sentido de dar assistência é transitivo direto, mas na fala informal...'. A moça interrompeu: 'Olha, se a sua dor de cabeça voltou, o problema é seu!'."
No texto, a fala do namorado (professor de português) foca nas regras de regência do verbo "assistir" para explicar o sentido correto da palavra. Essa atitude de usar a língua para explicar a própria língua ou suas regras caracteriza predominantemente a: