"O espaço geográfico contemporâneo está profundamente marcado pelas redes de fluxos. Informações, capitais, mercadorias e pessoas circulam pelo planeta em velocidades antes inimagináveis. No entanto, essa fluidez não atinge a todos da mesma maneira: os pontos de conexão dessas redes concentram-se nas grandes metrópoles globais, enquanto vastas regiões periféricas permanecem à margem desse processo, funcionando apenas como fornecedoras de recursos primários."
No contexto do capitalismo globalizado descrito pelo autor, a distribuição das redes técnicas de informação e comunicação pelo espaço mundial demonstra que:
O Conde de Nassau setentista, no Brasil, preencheu os requisitos do seu tempo: romântico, liberal, guerreiro, estadista, cientista. Teve como meta principal a recuperação da Companhia das Índias Ocidentais no Nordeste açucareiro. Para isso, além de pacificar a região e reatar os laços coloniais com os antigos senhores de engenho, promoveu uma reestruturação urbana em Recife, que passou a ser conhecida como Cidade Maurícia, atraindo pintores, naturalistas e astrônomos europeus.
A política de gestão de Maurício de Nassau no Nordeste brasileiro, durante a ocupação holandesa (1630-1654), caracterizou-se por um pragmatismo que buscava consolidar o domínio da Companhia das Índias Ocidentais. Uma das principais estratégias para alcançar a estabilidade econômica na região foi:
Campanha de trânsito: 'O motorista que corre do perigo foge da vida'."
A construção sintática do slogan acima gera um duplo sentido proposital (ambiguidade) focado na regência da expressão "corre do perigo". Dependendo da interpretação, o motorista pode estar fugindo do perigo ou indo rapidamente em direção a ele. Para evitar a ambiguidade e manter apenas o sentido de "ir rápido em direção ao perigo", a estrutura deveria ser alterada para:
"Cultivar um estilo de vida saudável é extremamente importante para evitar doenças crônicas. No entanto, a rotina exaustiva de trabalho e o consumo de alimentos ultraprocessados dificultam a manutenção desses hábitos pela maior parte da população brasileira."
No fragmento de texto, a expressão em destaque "No entanto" estabelece uma relação de sentido essencial para o encadeamento das ideias. Esse conector possui valor:
"O pavão é um arco-íris de plumas" (Rubem Braga).
Na frase de Rubem Braga, a transposição de significado baseia-se em uma relação de semelhança implícita entre o pavão e o arco-íris, sem o uso de conectivos comparativos (como a palavra "como"). Essa estrutura sintático-semântica constitui uma:
"Desculpem-me, mas a nossa língua portuguesa é uma das mais difíceis do mundo. Senão, vejamos: um rapaz dizia para a namorada que estava com uma dor de cabeça terrível. A moça, penalizada, sugeriu: 'Toma um analgésico'. Ele tomou, mas a dor continuou. No dia seguinte, ela perguntou: 'E a dor?'. E ele: 'Sumiu'. Ela, então, concluiu: 'Viu? O analgésico assistiu você!'. O rapaz, que era professor de português, corrigiu na hora: 'Não, meu bem. O analgésico me ajudou, quem me assistiu foi o médico, pois o verbo assistir no sentido de dar assistência é transitivo direto, mas na fala informal...'. A moça interrompeu: 'Olha, se a sua dor de cabeça voltou, o problema é seu!'."
No texto, a fala do namorado (professor de português) foca nas regras de regência do verbo "assistir" para explicar o sentido correto da palavra. Essa atitude de usar a língua para explicar a própria língua ou suas regras caracteriza predominantemente a:
Texto I
"É melhor ser alegre que ser triste A alegria é a melhor coisa que existe É assim como a luz no coração Mas pra fazer um samba com beleza É preciso um bocado de tristeza É preciso um bocado de tristeza Senão, não se faz um samba não..."
Texto II
O samba da bênção, de Vinicius de Moraes, apresenta uma marca da oralidade muito comum no português do Brasil, que é a supressão do "para" em favor do "pra" ("Mas pra fazer um samba com beleza"). Embora amplamente aceita no cotidiano e na música popular, a norma-padrão da língua recomenda o uso da forma plena em contextos formais.
Considerando o fenômeno da variação linguística retratado nos textos, o uso da forma "pra" no Texto I é um recurso que: