Machado de Assis, na sua fase realista, rompe com a linearidade narrativa e com a idealização romântica dos personagens. Em obras como "Dom Casmurro" e "Memórias Póstumas de Brás Cubas", o autor utiliza a ironia e o pessimismo para analisar a alma humana e as convenções sociais da elite carioca. Machado é mestre em utilizar o narrador não confiável, obrigando o leitor a participar ativamente da construção da verdade literária, enquanto faz uma crítica profunda ao egoísmo, à vaidade e às aparências que sustentavam o Segundo Reinado.
Fonte: CANDIDO, Antonio. Vários Escritos. Duas Cidades, 1970.
A técnica narrativa machadiana que deixa dúvidas sobre a fidelidade de Capitu em "Dom Casmurro" é baseada no:
O agronegócio no Ceará tem se destacado pela fruticultura irrigada, especialmente nos perímetros de irrigação do Baixo Jaguaribe e da Chapada do Apodi. A produção de melão, melancia e uva para exportação utiliza tecnologias avançadas de manejo hídrico, como o gotejamento, permitindo o cultivo em áreas semiáridas. Esse modelo, voltado para o mercado externo, gera divisas para o estado, mas também suscita debates sobre o uso intensivo de agrotóxicos e a concentração de terras e água nas mãos de grandes empresas transnacionais, em detrimento da agricultura familiar.
Fonte: ELIAS, Denise. Agronegócio e Novas Dinâmicas Regionais. Ed. UFC, 2011.
Uma característica marcante da modernização agrícola no Baixo Jaguaribe é:
O Arcadismo, ou Neoclassicismo, floresceu no século XVIII como uma reação aos excessos ornamentais do Barroco. Inspirados pelo lema "Fugere Urbem" (fugir da cidade), os poetas árcades buscavam a simplicidade da vida no campo e o equilíbrio clássico. No Brasil, o movimento coincidiu com o ciclo da mineração em Minas Gerais, apresentando nomes como Tomás Antônio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa. A natureza árcade é convencional e idealizada, servindo de refúgio espiritual para o homem das letras cercado pelas pressões da vida urbana e política.
Fonte: CANDIDO, Antonio. A Literatura e a Formação do Homem. Ed. Duas Cidades, 1993.
O lema árcade "Locus Amoenus" refere-se à:
A industrialização do Ceará consolidou-se na segunda metade do século XX através de políticas de incentivos fiscais geridas pela SUDENE e pelo governo estadual. Inicialmente focada em setores tradicionais como têxtil e calçadista, a economia cearense diversificou-se com a criação do Distrito Industrial de Maracanaú e, mais recentemente, com o Complexo do Pecém. Esta mudança estrutural atraiu grandes grupos industriais, mas também gerou desafios como a pressão sobre os recursos hídricos e a necessidade de mão de obra técnica qualificada para operar tecnologias de automação.
Fonte: LINS, H. N. O Ceará na Divisão Territorial do Trabalho. Ed. UFC, 2018.
Um dos fatores principais que atraiu indústrias para o Ceará nas últimas décadas foi:
A cidade de Fortaleza passou por um intenso processo de modernização e reforma urbana no início do século XX, inspirado nos modelos parisienses. O plano de Adolfo Herbster organizou a cidade em um traçado em xadrez, visando a higienização e o embelezamento do centro. Contudo, essa modernização foi excludente, empurrando as classes populares para as margens da cidade e para as áreas de mangue e dunas. O crescimento acelerado nas décadas de 70 e 80 consolidou a Região Metropolitana como uma das mais densas e desiguais do Brasil, com grandes contrastes entre bairros como o Meireles e o Grande Bom Jardim.
Fonte: PONTE, Sebastião Rogério. Fortaleza Belle Époque. Ed. Demócrito Rocha, 2014.
O modelo de traçado urbano implementado no centro de Fortaleza no século XIX é conhecido como:
Macunaíma, o "herói sem nenhum caráter", é a síntese do esforço de Mário de Andrade em criar uma obra que abraçasse a totalidade da cultura brasileira. Através da técnica da colagem, o autor mistura mitos indígenas amazônicos, lendas populares nordestinas e a agitação urbana de São Paulo. A obra rompe com a lógica temporal e espacial, apresentando uma linguagem que incorpora o "português falado", distanciando-se do academicismo luso para revelar uma identidade nacional múltipla, contraditória e em constante transformação.
Fonte: ANDRADE, Mário de. Macunaíma. Edição Crítica, 1928.
A característica de Macunaíma que melhor define a proposta da Primeira Fase do Modernismo brasileiro é:
Macunaíma, o "herói sem nenhum caráter", é a síntese do esforço de Mário de Andrade em criar uma obra que abraçasse a totalidade da cultura brasileira. Através da técnica da colagem, o autor mistura mitos indígenas amazônicos, lendas populares nordestinas e a agitação urbana de São Paulo. A obra rompe com a lógica temporal e espacial, apresentando uma linguagem que incorpora o "português falado", distanciando-se do academicismo luso para revelar uma identidade nacional múltipla, contraditória e em constante transformação.
Fonte: ANDRADE, Mário de. Macunaíma. Edição Crítica, 1928.
A característica de Macunaíma que melhor define a proposta da Primeira Fase do Modernismo brasileiro é:
O fenómeno El Niño consiste no aquecimento anómalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, alterando os padrões de circulação atmosférica global. Para o Nordeste brasileiro, e especificamente para o Ceará, o impacto do El Niño é geralmente associado a uma redução drástica na pluviosidade, resultando em secas severas que afetam o nível dos reservatórios e a produção agrícola. Inversamente, o fenómeno La Niña costuma favorecer a ocorrência de chuvas acima da média na região.
Fonte: CPTEC/INPE. Fenômenos El Niño e La Niña. Portal INPE, 2024.
Sobre a influência do El Niño no Ceará, é correto afirmar que ele:
A questão dos limites territoriais entre o Ceará e o Piauí, especificamente na região da Serra da Ibiapaba, é um dos litígios fronteiriços mais antigos do Brasil, remontando a decretos imperiais do século XIX. A disputa envolve o controle de uma área rica em recursos hídricos e potencial agrícola. Atualmente, o caso está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF), com o Exército Brasileiro realizando perícias cartográficas para determinar a linha divisória oficial entre os dois estados.
Fonte: Anuário do Ceará. Edição Especial Geopolítica, 2023.
Sobre o litígio territorial Ceará-Piauí, é correto afirmar que o foco da disputa localiza-se na: