O Arcadismo, ou Neoclassicismo, floresceu no século XVIII como uma reação aos excessos ornamentais do Barroco. Inspirados pelo lema "Fugere Urbem" (fugir da cidade), os poetas árcades buscavam a simplicidade da vida no campo e o equilíbrio clássico. No Brasil, o movimento coincidiu com o ciclo da mineração em Minas Gerais, apresentando nomes como Tomás Antônio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa. A natureza árcade é convencional e idealizada, servindo de refúgio espiritual para o homem das letras cercado pelas pressões da vida urbana e política.
Fonte: CANDIDO, Antonio. A Literatura e a Formação do Homem. Ed. Duas Cidades, 1993.
O lema árcade "Locus Amoenus" refere-se à: