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1 Q2396 Língua Portuguesa
Ano: 2025 | Banca: INEP|ENEM | Assunto: Compreensão e Interpretação de Texto / Análise do Discurso Midiático e Crítica Social

Com 20 anos de experiência no futebol de alto rendimento, Marina, ex-jogadora da seleção brasileira de futebol, salienta que, por trás do espetáculo apresentado nas mídias, com mensagens de motivação e superação, o esporte não é tão inclusivo assim. “É esta análise que devemos fazer: aqueles atletas que estão ali estão trazendo uma alta performance a partir dos seus limites”, explica. Para a profissional, é preciso analisar com cautela “a ideia romântica que a mídia passa para os telespectadores”. A realidade é muito mais dura do que as imagens espetaculosas que principalmente a televisão busca transmitir para a audiência. “Por trás existe um ser humano, a gente não pode nunca esquecer isso. Aquela pessoa treinou insistentemente para estar ali, durante meses, semanas e temporadas. Duas vezes ao dia, de duas a quatro horas”, pondera Marina. Atualmente, as crianças e os jovens vislumbram o sucesso profissional e a boa-vida financeira de poucos atletas que se destacam e estampam os meios de comunicação. Tudo parece ser muito mais fácil do que realmente é quando apenas as conquistas são mostradas.

ROSOLEN, N. Disponível em: www.uninter.com. Acesso em: 10 maio 2024 (adaptado). 


Nesse texto, a visão crítica de uma ex-atleta de futebol revela que

2 Q2380 Língua Portuguesa
Ano: 2017 | Banca: INEP/ENEM | Assunto: Sintaxe - Vozes Verbais (Voz Passiva Sintética)

"Alugam-se apartamentos por temporada nesta região litorânea. Precisa-se de corretores de imóveis com experiência comprovada para início imediato."


Fonte: Mural de Anúncios Classificados Urbanos. Balneário Camboriú, 2016 (Adaptado).


Nos dois anúncios fixados no mural, a palavra "se" exerce funções sintáticas distintas, o que determina diretamente a concordância dos verbos. De acordo com a norma-padrão da língua, as estruturas estão corretas porque:

3 Q2377 Língua Portuguesa
Ano: 2019 | Banca: INEP/ENEM | Assunto: Regência Nominal e Emprego do Sinal de Crase

"As transformações tecnológicas impuseram profundas mudanças no mercado editorial. A transição do livro impresso para os formatos digitais gerou resistências iniciais, mas os leitores contemporâneos parecem cada vez mais habituados as novas plataformas de leitura."


Fonte: Revista de Letras e Mídias Digitais. Campinas: Unicamp, 2017 (Adaptado).


Para atender estritamente aos preceitos da norma-padrão da Língua Portuguesa, o trecho em destaque no texto exige a aplicação do acento grave indicativo de crase em "às novas plataformas de leitura". Essa obrigatoriedade gramatical justifica-se porque:


4 Q2375 Língua Portuguesa
Ano: 2016 | Banca: INEP/ENEM | Assunto: Valores Semânticos das Conjunções (Coordenação e Subordinação)

"O agronegócio exportou bilhões de dólares na última safra, conquanto os pequenos produtores locais ainda enfrentem dificuldades extremas para conseguir crédito agrícola e escoar a produção familiar pelas estradas rurais."


Fonte: Relatório Técnico do Desenvolvimento Agrário. Brasília: MDA, 2014 (Adaptado).


No período acima, o conectivo em destaque "conquanto" estabelece uma relação de coordenação ou subordinação entre as orações. Do ponto de vista semântico, esse termo introduz uma ideia de:

5 Q2361 Língua Portuguesa
Ano: 2026 | Banca: CEV-URCA | Assunto: Ortografia

Morte



    Assisti a algumas imagens do velório do Bussunda, quando os colegas do Casseta & Planeta deram seus depoimentos. Parecia que a qualquer instante iria estourar uma piada. Estava tudo sério demais, faltava a esculhambação, a zombaria, a desestruturação da cena. Mas nada acontecia ali de risível, era só dor e perplexidade, que é mesmo o que a morte causa em todos os que ficam. A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte, por si só, é uma pada pronta. Morrer é ridículo. Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?


    Não sei de onde tiraram esta ideia: morrer.


   A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente. De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinquente que gostou do seu tênis. Qual é? Morrer é um clichê.


   Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.


  Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu. Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito. Isso é para ser levado a sério?


   Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e amente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz.


  Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça.


   (Pedro Bial. Junho de 2006)
(PMLM/URCA 2025)


Morrer cedo é uma transgressão. Dadas as palavras a seguir, escreve-se com SS:

6 Q2360 Língua Portuguesa
Ano: 2025 | Banca: CEV-URCA | Assunto: Numerais, Sintaxe

Morte



    Assisti a algumas imagens do velório do Bussunda, quando os colegas do Casseta & Planeta deram seus depoimentos. Parecia que a qualquer instante iria estourar uma piada. Estava tudo sério demais, faltava a esculhambação, a zombaria, a desestruturação da cena. Mas nada acontecia ali de risível, era só dor e perplexidade, que é mesmo o que a morte causa em todos os que ficam. A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte, por si só, é uma pada pronta. Morrer é ridículo. Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?


    Não sei de onde tiraram esta ideia: morrer.


   A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente. De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinquente que gostou do seu tênis. Qual é? Morrer é um clichê.


   Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.


  Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu. Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito. Isso é para ser levado a sério?


   Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e amente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz.


  Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça.


   (Pedro Bial. Junho de 2006)
(PMLM/URCA 2025)

Indique a alternativa em que haja erro de regência nominal.

7 Q2348 Língua Portuguesa
Ano: 2024 | Banca: ENEM | Assunto: Sintaxe (Objeto Direto Preposicionado)
O fiel amava a Deus sobre todas as coisas e dedicava seus dias à caridade e ao auxílio aos necessitados da sua paróquia. No trecho em destaque, o uso da preposição antes do objeto direto justifica-se por:
8 Q2347 Língua Portuguesa
Ano: 2023 | Banca: ENEM | Assunto: Orações Proporcionais
À medida que as cidades crescem sem planejamento, os problemas de mobilidade urbana e saneamento básico tornam-se mais graves e difíceis de resolver. A verticalização excessiva sem infraestrutura de transporte é um erro comum. A locução destacada estabelece uma relação de:
9 Q2346 Língua Portuguesa
Ano: 2024 | Banca: ENEM | Assunto: Pronomes Demonstrativos (Tempo)
Neste ano, esperamos que a economia brasileira apresente um crescimento superior a 3%, impulsionada pelo setor de agronegócios e exportações. Em contraste, naquele período da década de 80, a inflação corroía o poder de compra da população. O uso dos pronomes destacados justifica-se pois:
10 Q2345 Língua Portuguesa
Ano: 2023 | Banca: ENEM | Assunto: Sintaxe (Verbo de Ligação)
O céu parecia carregado de nuvens escuras pouco antes da tempestade desabar sobre a pequena vila de pescadores. Todos correram para proteger os seus barcos no porto. Na oração, o verbo destacado exerce a função de:
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