"Luzia era o braço direito do mestre de obras. Tinha a força de um homem e a resignação de uma santa, erguendo pedras sob o sol causticante da seca."
A literatura cearense contemporânea continua vibrante. Um autor nascido em Fortaleza, vencedor do Prêmio Jabuti, destaca-se por obras como "A Cabeça do Santo", que se passa no interior do Ceará.
Farmacêutico e escritor, Rodolfo Teófilo dedicou sua vida e obra a combater as epidemias de varíola no Ceará e a denunciar as mazelas das secas. Sua obra mais famosa narra o flagelo de uma família de retirantes.
A obra "Dona Guidinha do Poço" é considerada uma das obras-primas do realismo regionalista no Ceará, embora tenha sido publicada décadas após a morte do autor.
Antônio Gonçalves da Silva foi um poeta popular cearense que, embora autodidata, alcançou reconhecimento nacional pela profundidade de seus versos sobre a seca, o trabalhador rural e a injustiça social.
Considerado um dos maiores contistas da literatura brasileira, este autor cearense é mestre em narrativas curtas que exploram o cotidiano, a infância e a psicologia humana de forma concisa e impactante.
Rachel de Queiroz foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Em "Memorial de Maria Moura", ela cria uma protagonista que rompe com os padrões femininos da época.