O Arcadismo, ou Neoclassicismo, floresceu no século XVIII como uma reação aos excessos ornamentais do Barroco. Inspirados pelo lema "Fugere Urbem" (fugir da cidade), os poetas árcades buscavam a simplicidade da vida no campo e o equilíbrio clássico. No Brasil, o movimento coincidiu com o ciclo da mineração em Minas Gerais, apresentando nomes como Tomás Antônio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa. A natureza árcade é convencional e idealizada, servindo de refúgio espiritual para o homem das letras cercado pelas pressões da vida urbana e política.
Fonte: CANDIDO, Antonio. A Literatura e a Formação do Homem. Ed. Duas Cidades, 1993.
O lema árcade "Locus Amoenus" refere-se à:
“Nasce o Sol, e não dura mais que um dia, / Depois da Luz se segue a noite escura, / Em tristes sombras morre a formosura, / Em contínuas tristezas a alegria.”
O Barroco é marcado pelo dualismo e pela consciência da efemeridade da vida. O recurso estilístico que expressa a oposição de ideias no trecho acima (Sol/Noite, Luz/Escura, Alegria/Tristezas) é:
O Barroco brasileiro reflete a tensão entre o sagrado e o profano, o espírito e a matéria, típica do homem do século XVII. Gregório de Matos, o "Boca do Inferno", destacou-se pela sua poesia satírica, que não poupava críticas à administração colonial e à hipocrisia da sociedade baiana. Já o Padre Antônio Vieira utilizava o sermão como ferramenta política e religiosa, defendendo os povos indígenas e os cristãos-novos. A estética barroca é marcada pelo uso de antíteses, paradoxos e pelo Cultismo (jogo de palavras) e Conceptismo (jogo de ideias).
Fonte: BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira. Cultrix, 2015.
Uma característica fundamental do estilo Barroco mencionada no texto é:
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