O relevo cearense é caracterizado pela predominância da Depressão Sertaneja, mas apresenta áreas de exceção conhecidas como "brejos de altitude".
Em 1884, o Ceará tornou-se a primeira província brasileira a libertar seus escravizados, quatro anos antes da Lei Áurea. Um evento simbólico fundamental para esse processo foi a greve dos jangadeiros no porto de Fortaleza.
"A República que se proclamava era a das províncias unidas, e não a de uma só província isolada. O Ceará, sob a liderança de figuras como Tristão Gonçalves, aderiu ao movimento que contestava o autoritarismo de D. Pedro I."
A literatura cearense contemporânea continua vibrante. Um autor nascido em Fortaleza, vencedor do Prêmio Jabuti, destaca-se por obras como "A Cabeça do Santo", que se passa no interior do Ceará.
Farmacêutico e escritor, Rodolfo Teófilo dedicou sua vida e obra a combater as epidemias de varíola no Ceará e a denunciar as mazelas das secas. Sua obra mais famosa narra o flagelo de uma família de retirantes.
A obra "Dona Guidinha do Poço" é considerada uma das obras-primas do realismo regionalista no Ceará, embora tenha sido publicada décadas após a morte do autor.
Antônio Gonçalves da Silva foi um poeta popular cearense que, embora autodidata, alcançou reconhecimento nacional pela profundidade de seus versos sobre a seca, o trabalhador rural e a injustiça social.
Considerado um dos maiores contistas da literatura brasileira, este autor cearense é mestre em narrativas curtas que exploram o cotidiano, a infância e a psicologia humana de forma concisa e impactante.
Rachel de Queiroz foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Em "Memorial de Maria Moura", ela cria uma protagonista que rompe com os padrões femininos da época.
Adolfo Caminha foi um dos nomes mais polêmicos do Naturalismo no Brasil. Em sua obra de 1895, ele chocou a sociedade da época ao abordar temas como a homossexualidade e a violência dentro de um navio da Marinha.