"O Ceará teve participação ativa nos movimentos republicanos e liberais do século XIX. Em 1824, a província aderiu à Confederação do Equador, reagindo ao autoritarismo de D. Pedro I após a dissolução da Assembleia Constituinte e a outorga da Constituição de 1824."
Um dos principais líderes desse movimento no Ceará, que acabou sendo executado em Fortaleza e hoje dá nome a uma importante praça na cidade, foi:
A Confederação do Equador (1824) foi um movimento revolucionário de caráter republicano e separatista que eclodiu no Nordeste contra o autoritarismo de D. Pedro I. O Ceará teve participação ativa, liderado por figuras como Tristão Gonçalves de Alencar. Os revoltosos contestavam a Constituição outorgada de 1824 e a imposição do Poder Moderador, que dava plenos poderes ao Imperador. A repressão ao movimento foi violenta, resultando no fuzilamento de líderes e na fragmentação das forças liberais que buscavam uma maior autonomia para as províncias do norte.
Fonte: FAUSTO, Boris. História do Brasil. Edusp, 2015.
Um dos principais motivos que levaram à eclosão da Confederação do Equador foi:
TEXTO DE APOIO: "A Confederação do Equador, em 1824, encontrou no Ceará um terreno fértil de revolta contra o autoritarismo de D. Pedro I. Lideranças como Tristão Gonçalves buscaram romper com o centro sulista, proclamando uma república que uniria várias províncias do Norte e Nordeste. O movimento, contudo, enfrentou uma repressão violenta, culminando no fuzilamento de figuras proeminentes, como o Frei Caneca em Pernambuco e a perseguição implacável aos revoltosos nas vilas cearenses."
Considerando o contexto da Confederação do Equador no Ceará, assinale a alternativa que descreve corretamente uma das causas ou consequências do movimento no estado:
“A República que se pretendia fundar no Nordeste em 1824 não era apenas um grito de liberdade, mas uma reação direta ao arbítrio de D. Pedro I, que impusera uma Constituição após dissolver a Constituinte.” (Historiografia Cearense).
"A República que se proclamava era a das províncias unidas, e não a de uma só província isolada. O Ceará, sob a liderança de figuras como Tristão Gonçalves, aderiu ao movimento que contestava o autoritarismo de D. Pedro I."
“A soberania do povo não pode ser delegada a quem a usurpa. O sistema federativo é a única âncora que nos resta contra o despotismo centralizador do Rio de Janeiro.”