Muitas vezes, ouvimos que "o brasileiro não sabe português" ou que "o português correto é falado apenas em Portugal ou por gramáticos". Essas afirmações ignoram que a língua é um organismo vivo e que varia conforme a região, o nível social e a situação de uso. O julgamento negativo de variedades linguísticas consideradas "inferiores" (como o falar rural ou periférico) reflete, na verdade, um preconceito contra os grupos sociais que utilizam essas formas. Na escola, o ensino da norma culta deve ocorrer sem desvalorizar as identidades linguísticas dos alunos. O texto defende que a variação linguística deve ser compreendida como: