"A literatura de 30 no Nordeste não buscou apenas o pitoresco ou o folclórico, mas a denúncia das estruturas agrárias arcaicas. Em Vidas Secas, Graciliano Ramos utiliza uma linguagem despojada para mostrar a animalização do homem pela fome. No Ceará, essa mesma força social aparece na obra de Rachel de Queiroz, onde a seca não é apenas um cenário, mas um personagem que molda o destino das pessoas e redefine as relações de poder e sobrevivência no sertão."
Fonte: BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira. Cultrix, 2015.
O termo "animalização" mencionado no texto, típico da estética da Geração de 30, refere-se ao processo de: