Ao contrário do que muitas vezes se imagina, a escravidão indígena não desapareceu com a chegada massiva de africanos. No Ceará e em outras partes do Norte, as chamadas "Guerras Justas" serviram como artifício legal para o apresamento de nativos que resistiam à colonização ou à catequese. O sistema de "resgates" também permitia que indígenas capturados em guerras intertribais fossem comprados por colonos para trabalhar em regime de servidão, sob a justificativa de estarem sendo salvos da morte ritualística.
Fonte: ALENCASTRO, L. F. O Trato dos Viventes: Formação do Brasil no Atlântico Sul. Companhia das Letras, 2000.
A prática do "resgate" mencionada no texto consistia em: