Farmacêutico e escritor, Rodolfo Teófilo dedicou sua vida e obra a combater as epidemias de varíola no Ceará e a denunciar as mazelas das secas. Sua obra mais famosa narra o flagelo de uma família de retirantes.
A obra "Dona Guidinha do Poço" é considerada uma das obras-primas do realismo regionalista no Ceará, embora tenha sido publicada décadas após a morte do autor.
Antônio Gonçalves da Silva foi um poeta popular cearense que, embora autodidata, alcançou reconhecimento nacional pela profundidade de seus versos sobre a seca, o trabalhador rural e a injustiça social.
Considerado um dos maiores contistas da literatura brasileira, este autor cearense é mestre em narrativas curtas que exploram o cotidiano, a infância e a psicologia humana de forma concisa e impactante.
Rachel de Queiroz foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Em "Memorial de Maria Moura", ela cria uma protagonista que rompe com os padrões femininos da época.
Adolfo Caminha foi um dos nomes mais polêmicos do Naturalismo no Brasil. Em sua obra de 1895, ele chocou a sociedade da época ao abordar temas como a homossexualidade e a violência dentro de um navio da Marinha.
José de Alencar, o "patriarca da literatura brasileira", nasceu em Messejana. Em sua obra regionalista cearense, ele retrata a figura do sertanejo e a vida nas fazendas de gado.
Em 1892, surgiu em Fortaleza um dos movimentos literários mais originais do Brasil, que buscava "fornecer pão de espírito" aos interessados, ironizando as agremiações literárias tradicionais com termos como "forneadas", "padeiros" e "cancioneiros".