“A Lei de Terras de 1850 foi o complemento necessário da Lei Eusébio de Queirós.” (José Murilo de Carvalho).
A correlação estabelecida pelo historiador explica-se porque a Lei de Terras buscava:
“A Lei de Terras de 1850 foi o complemento necessário da Lei Eusébio de Queirós.” (José Murilo de Carvalho).
O ciclo do café no Vale do Paraíba e, posteriormente, no Oeste Paulista, financiou a estabilidade do Segundo Reinado.
A "Questão Christie" (1862-1865) levou ao rompimento de relações diplomáticas entre Brasil e Inglaterra.
A história política do Ceará na República Velha foi marcada pelo "Aciolismo". Este período (1896-1912) encerrou-se com:
“A passagem da Coluna Prestes pelo Ceará em 1926 reativou medos ancestrais e forçou alianças inusitadas entre o governo e líderes religiosos.”
“A resistência dos povos Tapuias no sertão cearense durante o século XVIII forçou a Coroa Portuguesa a repensar suas táticas de ocupação, alternando entre o extermínio e a criação de aldeamentos missionários.”
O período conhecido como Aciolismo (1896-1912) consolidou no Ceará uma das oligarquias mais poderosas da República Velha. Nogueira Accioly controlou o estado através de uma complexa rede de clientelismo e coronelismo, garantindo a eleição de seus aliados e a repressão aos opositores. Contudo, o desgaste político e a ascensão de movimentos contestadores, somados à Política das Salvações de Hermes da Fonseca, culminaram na famosa Passeata das Crianças e em conflitos de rua em Fortaleza, que forçaram a renúncia do patriarca da família Accioly em 1912.
Sobre o fim da era aciolista no Ceará, é correto afirmar que:
A Sedição de Juazeiro, em 1914, foi um conflito armado que opôs as forças do Cariri, lideradas pelo prestígio do Padre Cícero Romão Batista, contra o governo estadual de Franco Rabelo. O levante foi motivado pela intervenção federal promovida pelo Marechal Hermes da Fonseca, que visava derrubar as oligarquias locais. O episódio demonstrou a força política dos romeiros e do coronelismo regional, forçando a queda de Rabelo e a reestruturação das alianças políticas no Ceará, consolidando o Cariri como um polo de poder independente de Fortaleza.
Fonte: DELLA CAVA, Ralph. Milagre em Joaseiro. Paz e Terra, 1977.
A Sedição de Juazeiro pode ser corretamente caracterizada como:
“A recusa dos jangadeiros cearenses em embarcar escravizados em 1881 foi o golpe de misericórdia no tráfico interprovincial e o início da glória abolicionista do estado.”
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