"A bem da verdade, [...] pode ser estendido também à escala nacional e em associação com o Estado como grande gestor (se bem que, na era da globalização, um gestor cada vez menos privilegiado). No entanto, ele não precisa e nem deve ser reduzido a essa escala ou à associação com a figura do Estado. [...] existem e são construídos (e desconstruídos) nas mais diversas escalas, da mais acanhada (p. ex., uma rua) à internacional (p. ex., a área formada pelo conjunto [...] dos países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte - OTAN); [...] são construídos (e desconstruídos) dentro de escalas temporais as mais diferentes: séculos, décadas, anos, meses ou dias; [..] podem ter um caráter permanente, mas também podem ter existência periódica, cíclica".
(SOUZA, 1995, p. 81, in Geografia: conceitos e temas).
O texto acima faz referência ao conceito de:
"O fator mais negativo para a cidadania foi a escravidão. Os escravos começaram a ser importados na segunda metade do século XVI. A importação continuou ininterrupta até 1850, 28 anos após a independência. Calcula-se que até 1822 tenham sido introduzidos na colônia cerca de 3 milhões de escravos. Na época da independência, numa população de cerca de 5 milhões, incluindo 800 mil índios, havia mais de 1 milhão de escravos. Embora concentrados nas áreas de grande agricultura exportadora e de mineração, havia escravos em todas as atividades, inclusive urbanas." (CARVALHO, Cidadania no Brasil: o longo caminho, 2014, p. 25-26).
Ainda segundo as características da escravidão da colônia ao Império no Brasil:
I. O escravo era aquele que, juridicamente, estava vinculado a um proprietário, seja de terras, minas ou qualquer outro meio de produção.
II. O escravo era aquele ser incapaz de produzir uma cultura elevada, sendo potencialmente perigoso, responsável pela criminalidade e o temor dos senhores.
III. O escravo era aquele destituído de propriedade, inclusive sobre si mesmo, era a força de trabalho fundamental na monocultura em grande escala destinada ao mercado externo.
IV. O escravo era aquele cuja etnia poderia ser indígena, negra, mestiça ou branca, cujos direitos civis lhe propiciava amparo jurídico na lei do Império.
Marque a alternativa INCORRETA:
Em relação a História do Brasil colonial, o historiador brasileiro Caio Prado Junior (1907-1990), considerava que a colonização do Brasil constituiu para Portugal um problema de difícil solução, porque:
I. Os portugueses possuíam pouco mais de um milhão de habitantes e esses se ocupavam no século XV das conquistas ultramarinas da África e Ásia.
II. O interesse português no território que seria o Brasil existia desde os trânsitos comerciais com os árabes no século VII, o novo território era pensado como estratégia de fortalecimento humano e econômico aos ibéricos, todavia seria preciso estratégia para a retirada dos franceses.
III. Franceses e holandeses exploravam economicamente a costa do território que seria o Brasil quando da chegada das primeiras embarcações lusitanas, para a expulsão desses estrangeiros, os portugueses dependiam da aliança com os povos indígenas, que depois seriam traídos.
IV. Indígenas de diversas etnias resistiram contra a invasão portuguesa e conseguiram, com a ajuda dos holandeses, expulsar os lusitanos que encontraram abrigo na região do Cariri cearense.
Marque a alternativa CORRETA.
A África é um continente com mais de 30 milhões de km2 , aproximadamente 3,5 vezes o território brasileiro atual. Abrange uma população superior a 1 bilhão de habitantes, distribuídos por 54 países até o ano de 2015. É o segundo continente mais populoso, superado apenas pela Ásia. No entanto, a produção de bens e serviços da África contemporânea corresponde a apenas 2,5% do PIB mundial. O continente africano nunca foi homogêneo. Ao contrário, sempre se caracterizou pela pluralidade de paisagens, povos, sociedades e culturas. Para conhecê-lo, estudiosos costumam adotar a seguinte divisão: África setentrional, corresponde a todo o norte do continente, região quase inteiramente dominada pelo deserto do Saara, cuja área, que abrange 9065000 km2 , é maior que a do Brasil. Ao longo da história, essa região foi ocupada por sociedades como a dos antigos egípcios, dos cartagineses e dos muçulmanos; África subsaariana, corresponde ao território africano situado ao sul do Saara. Nessa região estabeleceram-se reinos e impérios como os de Songai, Ifê, Benin, Kano, Zaria, Zimbábue, entre:
Observe a gravura de autoria desconhecida produzida entre 1490 e 1520. Perceba que há, na reprodução da pintura abaixo, uma cena do século XV que remonta ao aperfeiçoamento do desenvolvimento tecnológico de móveis, e a criação e uso de novos utensílios de trabalho no universo urbano dos europeus. Cada vez mais incorporava-se mão de obra. Contudo, a maioria dos europeus dessa época não era alfabetiza. A cena da figura corresponde a qual invenção do final da era medieval? Marque a alternativa correta.

Observe a reprodução da obra Mona Lisa (A Gioconda), 1503-5, do pintor italiano renascentista, Leonardo da Vinci:

A partir do século XV, um clima de inquietação intelectual e existencial pairava sobre diversas regiões da Europa. Nesse período, ocorreram dois movimentos expressivos: o Renascimento Cultural e a Reforma Protestante. Um renovou as artes e a ciência. O outro abalou a hegemonia da Igreja Católica:
I. Intelectuais humanistas desprezaram o estudo da natureza e se voltaram de forma exclusivista para as representações aperfeiçoadas do corpo humano, voltando-se para os escritos da Antiguidade greco-romana.
II. A expressão humanista ganhou sentido amplo, aplicada aos escritores, pintores, arquitetos, professores, estudantes e cientistas que discutiam e questionavam as concepções de sociedade e da natureza desenvolvidas, em grande parte, por antigos filósofos e teólogos medievais.
III. O humanismo, desenvolvido entre os séculos XV e XVI, caracterizava-se pela concepção de que o ser humano é criatura e criador do mundo em que vive. E, assim, pode ser arquiteto de si mesmo.
Marque a alternativa CORRETA:
O cristianismo se caracteriza por ser uma religião monoteísta e abraâmica. Por volta do ano 313 da nossa era, Constantino Magno (306 - 337) promulgou o Edito de Milão, e o cristianismo passou a ser permitido em todo o Império Romano. No século IV d.C., no ano 384 em função do Edito da Tessalônica, de Teodósio Magno, o cristianismo se tornou a religião oficial do Império Romano, e enquanto os cristãos tentavam dominar o mundo, consolidando-se no mundo bizantino, no Oriente Médio, na Arábia, diversos povos se uniram em torno de uma nova religião, o islamismo. A cultura árabe-islâmica, expandia-se por diferentes localidades, entre elas o norte do continente africano e na península Ibérica. A civilização árabe-islâmica surgiu e irradiouse a partir da Península Arábica, situada no sudoeste da Ásia. A região apresenta clima quente e seco, com cerca de 80% de seu território construído por desertos.
Acerca da Arábia é CORRETO afirmar:
O processo histórico ao longo do tempo é marcado por inúmeras transformações sociopolíticas, econômicas, geo-histórias, geopolíticas, territoriais e ideológicas etc. As práticas do trabalho criaram modos de produção que marcaram épocas e regimes de historicidade. Algumas das experiências humanas encerram seus ciclos juntamente com o seu contexto histórico, outras dessas experiências são ressignificadas ou permanecem na longa duração. Acerca dos meios de produção, aquele que foi caracterizado pela terra e por uma economia natural, em que nem o trabalho nem os produtos do trabalho eram mercadorias, e que, o produtor imediato estava ligado ao meio de produção por uma relação social específica na definição legal de servidão, é:
"No decorrer do 4º milênio a.C., o vale do Nilo foi o cenário de um desenvolvimento multiforme e prodigioso das populações que elaboram a primeira civilização histórica: a do Egito dos faraós. Por que em África? Isto explicase muito facilmente quando se pensa no papel de primeira grandeza desempenhado por este continente no decorrer do período paleolítico e neolítico. Longe de ser um ´milagre‘, a civilização egípcia foi apenas, sem dúvida, o coroamento da liderança que a África manteve quase sem interrupção aproximadamente durante os 3000 mil primeiros séculos da humanidade. Mas por que o Egito? Basta ainda olhar para um mapa da África e considerar certas leis sociológicas para ver esclarecerem-se as origens do progresso alcançado pelo Egito". (Joseph Ki-Zerbo, História da África Negra, 2009, p. 79).
Também conhecida por civilização fluvial, o Egito se desenvolveu entre o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho, dentro do continente Africano, e se caracterizou pela:
"A história das civilizações do Antigo Oriente Próximo é muito longa; seu escopo temporal, do fim do quarto até o fim do primeiro milênio a.C., é igual ou mesmo maior do que o resto da história do colapso das culturas do Oriente Próximo até nosso próprio tempo. É correto usar o rótulo ´a primeira metade da nossa história‘. Nós podemos mesmo dizer ´da nossa história‘, porque esta longa trajetória é hoje considerada parte e mesmo a verdadeira fundação da nossa história ´ocidental‘ - não com outras civilizações mais remotas, como na Índia, na China ou qualquer outro lugar [...] Nossa civilização ocidental reconhece um papel privilegiado da civilização grega na geração dos valores fundamentais da liberdade, democracia, personalidade individual, empreendimento econômico, pensamento e ciência racionais e estética das artes visuais e poesia. Mas nossa dívida para com as civilizações do Antigo Oriente Próximo permanece importante em relação às fundações materiais da cultura (vida urbana, organização política, administração, escrita) e no campo da religião". (Mario Liverani - Historical Overvie, in. A companion to the Ancient Near East - Editora Blackwell)
As primeiras grandes civilizações antigas a surgirem no Oriente Próximo possuem registros históricos que datam do IV milênio a. C. No que se refere à essas sociedades se destacam: