Entenda as nuances da língua portuguesa para uma escrita impecável e profissional.
1. Aprofundando a Concordância Nominal
Além da regra geral, existem casos onde o adjetivo pode confundir o escritor:
-
● Adjetivo referindo-se a vários substantivos:
Se vier depois dos substantivos, pode concordar com o último ou com todos (no plural).
Ex: Compro arroz e feijão preto (ou pretos). -
● Expressões "É bom", "É necessário", "É proibido":
Só variam se houver um artigo ou determinante.
Ex: É proibido entrada. / É proibida a entrada. -
● Menos e Alerta:
São palavras invariáveis. Nunca use "menas" ou "alertas" (como advérbio).
Ex: Havia menos pessoas na sala. / Os soldados estão alerta.
2. Dominando a Concordância Verbal
O verbo nem sempre concorda apenas com o núcleo do sujeito. Veja estas particularidades:
Atenção aos Sujeitos Coletivos:
Quando o sujeito é uma expressão partitiva (a maioria de, a maior parte de, metade de), o verbo pode ficar no singular ou ir para o plural se houver um complemento no plural.
• Certo: A maioria dos alunos aprovou.
• Certo: A maioria dos alunos aprovaram.
Concordância com "Que" e "Quem"
| Pronome | Regra | Exemplo |
|---|---|---|
| QUE | O verbo concorda com o antecedente. | Fui eu que fiz o relatório. |
| QUEM | O verbo fica na 3ª pessoa do singular ou concorda com o antecedente. | Fui eu quem fez (ou fiz). |
3. Pronomes de Tratamento
Um erro muito comum! Mesmo que você esteja falando diretamente com a pessoa ("Vossa Excelência"), o verbo deve estar sempre na 3ª pessoa.
Exemplo correto: "Vossa Excelência trouxe seus documentos?" (e nunca "trouxestes").
Dica Final de Revisão
Sempre que escrever uma frase longa, identifique o substantivo principal e o verbo principal. Isole-os mentalmente e veja se a conexão faz sentido. A clareza é a melhor amiga da correção gramatical!